quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Boom dos aparelhos móveis gera falta de endereços online nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos podem esgotar sua capacidade de endereços únicos de Internet para atribuição a aparelhos no final do ano que vem, disse um funcionário do setor governamental de telecomunicações.
O Internet Protocol versão 4, ou IPv4, oferece a arquitetura dominante da Internet. Requer que os aparelhos tenham identificadores singulares, conhecidos como endereços IP, mas só dispõe de espaço para 4,3 bilhões desses endereços.

A recente profusão de aparelhos móveis, tais como o BlackBerry, da Research in Motion, ou o iPad, da Apple, e a expansão dos serviços de Internet a mais domicílios vêm esgotando rapidamente os endereços disponíveis.

Uma atualização do principal protocolo de comunicações da Internet que oferecerá mais espaço, conhecida como IPv6, está disponível, mas sua adoção nos EUA está atrasada com relação à Europa, China e outros países.

"Agora enfrentamos a exaustão dos endereços IPv4", disse Lawrence Strickling, diretor da Administração Nacional de Telecomunicações e Informação dos EUA, em uma reunião entre representantes do governo e dos setores interessados.

A transição para o IPv6, com capacidade para trilhões de endereços IP, não será fácil. Pode custar caro para as empresas, e a nova tecnologia talvez não funcione bem com a tecnologia agora utilizada.

Vivek Kundra, diretor-geral de informações no governo dos EUA, divulgou na terça-feira uma instrução a todas as agências do governo do país para que atualizem muitos de seus servidores e serviços, a exemplo de e-mail e sites, para o uso do IPv6, até o final de 2012.

O memorando também instrui a atualizar os aplicativos internos que utilizam servidores de Internet, e a tornar as redes das organizações compatíveis com o IPv6 até o final do ano fiscal de 2014.

Representantes da Comcast, Verizon e Google também compareceram à reunião. As empresas expressaram suas preocupações, mas também sua urgência em avançar, de modo a impedir atrasos nos serviços aos consumidores.

http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE68S0FR20100929

terça-feira, 28 de setembro de 2010

FMI liberta empréstimo a Angola

Angola obteve um crédito de 353 milhões de dólares do FMI (Fundo Monetário Internacional), ao abrigo do acordo de "stand-by" (SBA). Com este novo empréstimo, eleva-se para 882,9 milhões de dólares o montante total dos apoios já concedidos pelo FMI ao Governo de Angola.

O SBA tem como finalidade ajudar o país a lidar com os efeitos da crise internacional, que em 2009 provocou quebras no crescimento económico e nas reservas externas de Angola. Este crédito foi libertado apesar do Governo não ter alcançado duas metas quantitativas previstas no acordo, as quais têm a ver com a acumulação de pagamentos em atraso, tanto internos com externos, sublinhou o FMI num comunicado citado pela agência Lusa. Segundo Murilo Portugal, director-adjunto do FMI, Angola precisa de implementar "vigorosamente" o programa de redução de dívidas em atraso.

A dívida geral de Angola foi estimada em Julho, pelo próprio presidente do país, em 5,2 mil milhões de euros, sendo que 30% deste montante era reclamado por empresas potuguesa. Nessa altura, que coincidiu com a visita de Cavaco Silva a Angola, José Eduardo dos Santos prometeu pagar a dívida às PME nacionais em dois meses.

Ao abrigo do SBA, assinado em Novembro do ano passado, está previsto que o FMI empreste um total de 1,32 mil milhões de dólares a Angola ao longo de 27 meses.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=28844

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Angola conta com Petrobras para mapear o pré-sal africano

O Ministério da Defesa de Angola quer o apoio do Brasil para mapear a plataforma continental daquele país.

“Estamos à espera de receber, nos próximos dias, uma delegação brasileira, com quem vamos entabular conversações com vista à organização desse programa”, afirmou Cândido Pereira Van-Dúnem à agência Lusa.

A chamada plataforma continental começa na linha da costa e vai até à profundidade média de 200 metros. Tem entre 70 e 80 quilómetros de largura, localizando-se nela grande parte do petróleo explorado no mar.

A possibilidade de haver mais petróleo na camada pré-sal angolana levou as autoridades a apostar no levantamento. Tanto o ministro da Defesa quanto a titular da pasta da Justiça, Guilhermina Prata, estiveram no Brasil, em Agosto, para tratar do tema.

A região é uma das áreas de interesse da Petrobras no exterior, juntamente com a América Latina e o Golfo do México.

De acordo com a estatal brasileira, há similitudes em termos de bacias sedimentares entre a Costa Oeste de África e o litoral do Brasil. No entanto, a Petrobras reitera que, antes de qualquer conclusão sobre haver ou não petróleo na camada do présal angolano, ainda são necessários muitos estudos sobre a região.

A Petrobras já actua na exploração de petróleo e gás natural em cinco países do continente: Angola, Líbia, Namíbia, Nigéria e Tanzânia, mas produz apenas em Angola e na Nigéria. Entre as parceiras da petrolífera brasileira figuram empresas estatais como a Sonangol, NOC (Líbia) e Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC), da Nigéria.

A Petrobras explora, em parceria com a Sonangol, três blocos na costa brasileira – dois na Bacia de Campos e um na Bacia de Santos.

Em Angola, as duas empresas anunciaram a descoberta do Poço Cabaça, em Junho deste ano.

Na semana passada, o presidente da Sonangol confirmou que a empresa já se preparara para o desafio de explorar a camada do pré-sal.

http://www.opais.net/pt/opais/?id=1551&det=16071&mid=229

Exportação angolana recua em Novembro

Exportação angolana recua em Novembro

Prevê-se que Angola venha e exportar cerca de 1,68 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo bruto em Novembro, o que reflecte um recuo face aos 1.750 mil barris por dia previstos para Outubro, revelaram esta semana fontes ligadas ao comércio petrolífero à agência Reuters.

Os programas provisórios de carregamentos da Sonangol apontam para uma previsão de 51 carregamentos de petróleo bruto em Novembro, correspondendo a uma média de 1.630.000 barris/ dia.O carregamento de petróleo oriundo de Palanca, adicionará ainda cerca de 50 mil bpd ao volume de exportação estimado.

Não está, por outro lado, previsto qualquer carregamento de petróleo das áreas Gimbôa ou Xikomba.

O fluxo petrolífero de Xikomba está a atingir o termo da sua vida produtiva e a respectiva produção tem sido cada vez mais reduzida este ano. A produção petrolífera angolana atingiu o pico em Outubro do ano passado, cifrando-se em cerca de 1.930 mil barris diários, segundo a agência Reuters.

http://www.opais.net/pt/opais/?id=1551&det=16075&mid=229

Autoridades travam desvalorização do Kwanza


Autoridades travam desvalorização do Kwanza

Face à recomposição das reservas internacionais líquidas, que já se acercarão, neste momento, dos USD 16 mil milhões, as autoridades nacionais estarão a abandonar a desvalorização deslizante do Kwanza face ao dólar, libertando mais dólares nos leilões realizados no mercado interbancário.

Com efeito, de acordo com o BNA (Banco Nacional de Angola), a taxa de câmbio média (compra e venda) dólar/Kwanza situouse, em Agosto deste ano, em Kz 92,569 para cada dólar, em linha com a tendência verificada ao longo de todo o ano – em Janeiro a taxa de câmbio média em relação ao dólar era de Kz 89,793 por cada dólar.

Desde então as autoridades seguiram uma política de “Kwanza peg”, ou seja, desvalorização deslizante da moeda nacional em resultado do travão colocado à cedência de dólares ao sistema bancário com o claro intuito de permitir a recuperação do nível de reservas internacionais do país, as reservas cambiais.

Indicativa desta inversão de tendência é a taxa de referência média Kwanza/dólar do BNA no início deste mês de Setembro: Kz 90,018 por cada dólar. No último dia 20 a taxa era mais desfavorável à moeda nacional (com um dólar norte-americano a valer Kz 91,339 em média, com a taxa de referência de compra nos Kz 91,111 e a taxa de referência de venda nos Kz 91,567).

O vice-governador do banco central, Ricardo Abreu, afirmou, no passado dia 13 de Setembro que as reservas de divisas estrangeiras de Angola haviam subido para USD 15,8 mil milhões em Agosto, contra os USD 15,3 mil milhões apurados no mês anterior, acrescentando que o BNA estava a bombear mais dólares na economia angolana, tendo vendido USD 7.700 milhões já este ano em comparação com 10.600 milhões dólares para o conjunto do ano passado.

Entretanto, uma fonte do sector bancário revelou á agência Reuters que o BNA vem afrouxado o “Kwanza peg”, e que vem aumentando a quantidade de dólares que vende aos bancos nos seus leilões semanais, o que ajudou a reforçar o Kwanza nos USD 91,6 na última quinta-feira, em comparação com os Kz 92,8 por dólar do mês passado.

Registe-se ainda o facto de o diferencial entre a taxa de referência e a taxa do mercado informal se vir estreitando muito significativamente, passando o diferencial médio de Kz 9,516 no início do mês para Kz 6,745 no passado dia 20.

http://www.opais.co.ao/pt/opais/?id=1551&det=16017&mid=229

Mexidas no Executivo

Mexidas no Executivo O PAÍS

A cessação de funções por parte do ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, na remodelação que o Presidente da República e chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos, deverá efectuar nos próximos dias, ficará a dever-se ao facto de o bureau político do MPLA ter constatado a necessidade de uma figura ao nível do partido que acompanhe a implementação da sua política económica por parte do Executivo.

De facto, com a acumulação de funções no Executivo e no secretariado do bureau político do MPLA, de cujo programa económico é o mentor, Manuel Nunes Júnior achava-se numa situação em que, como se diz na gíria desportiva, era visto como árbitro e jogador ao mesmo tempo.

Em face disso, revelou uma fonte de O PAÍS, a super-estrutura do partido no poder entendeu realizar a movimentação de Nunes Júnior para se dedicar inteiramente ao acompanhamento da implementação da política económica, devendo o seu confinamento ao secretariado do bureau político do MPLA implicar outras alterações no Executivo.

Segundo a fonte deste jornal, e para normalizar a situação em matéria da gestão dos assuntos económicos, o Presidente José Eduardo dos Santos deverá mexer no titular da pasta dos Transportes e no governo do Banco Nacional de Angola.

Assim, sempre em consonância com a fonte de O PAÍS, Augusto da Silva Tomás deverá seguir para o Ministério da Coordenação Económica, sendo provável a nomeação de Abraão Gourgel para dirigir o sector dos Transportes.

Observadores da política angolana, entretanto, desenham outro cenário adveniente do facto de ser Carlos Feijó quem debita os comentários em matéria económica, quando dos balanços trimestrais do curso da governação, para sustentar que a extinção pura e simples da pasta da Coordenação Económica pode ser uma hipótese a admitir, já que o Presidente José Eduardo dos Santos conta com uma assessoria para os assuntos económicos, além, é claro, da existência dos Ministérios do Planeamento e das Finanças.

Contrariando notícias divulgadas pela imprensa, a fonte deste jornal apontou como a outra alteração iminente, o regresso de Gonçalves Muandumba para o secretariado do bureau político do MPLA onde responde pelos quadros, deixando assim, tal como Manuel Nunes Júnior, de acumular funções no partido com as do aparelho do Estado.

Para prover este lugar, o nome do deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA e presidente do Comité Olímpico Angolano, Gustavo da Conceição, tem sido referido como o provável substituto de Gonçalves Muandumba no Ministério da Juventude e Desportos.

Este jornal apurou também que a remodelação governamental deverá incidir também nos governos provinciais, estando prevista a ida de Mawete João Baptista para a província do Cunene, Aníbal Rocha deixa o Parlamento para ocupar-se de Benguela.

Francisca do Espírito Santo sai de Luanda e vai render Mawete João Baptista na província de Cabinda, devendo o seu lugar ser ocupado pelo general Armando da Cruz Neto, enquanto o ministro da Hotelaria e Turismo deverá exercer as funções de governador da província da Huíla.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=28807

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

GEOPOLÍTICA E GEOESTRATÉGIA ANGOLANA

GEOPOLÍTICA E GEOESTRATÉGIA ANGOLANA

Por: Belarmino Van-Dúnem

A geopolítica pode ser definida como um método da política externa que explica e prevê o comportamento da política internacional em função de variáveis geográficas, tais como a dimensão do território, localização, topográfica, demografia, recursos naturais e outras que de forma directa ou indirecta podem influenciar a implementação da mesma. Neste sentido a geopolítica é entendida como a combinação da ciência politica e da geográfica com a finalidade de compreender as relações existentes na política externa de um Estado, organização ou grupo de países no quadro geográfico em que se inserem.

Por outro lado e de forma convergente aparece a geoestratégia que está ligada aos projectos, planos e formas como cada actor age ou implementa a sua politica no espaço onde se encontra inserido politicamente. Embora esta diferença seja contestada por muitos académicos que afirmam existir na geopolítica uma estratégia porque para que as politicas se ajustem às condicionantes neutrais e/ou externas, não deixa de ser verdade que a acção final dependerá sempre de uma estratégia. Mas por uma questão de sistematização e compreensão que se quer num artigo público, deixemos de querelas teóricas e vamos aceitar as diferenças genéricas acima expostas.

Apresentado o conceito fica difícil para qualquer analista abordar a geopolítica e/ou geoestratégia de qualquer Estado sem documento de pesquisa, sejam eles oficiais ou analises feitas a partir de outras fontes a disposição. Esta é a realidade da maior parte dos Estados africanos que, apesar de todo o dinamismo que caracteriza as relações internacionais intra-africanas e entre os Estados do continente berço e os restantes membros da sociedade internacional, há de facto uma falta notável, no tange a estruturação das respectivas politicas externas.

No que respeita à República de Angola, em particular, a situação não é muito diferente. Não existe, até a data, nenhuma obra que tenha se dedicado exclusivamente a politica externa angolana e poucos são os textos escrito que tenham feito esse tipo de abordagem. Dai a minha firme convicção da urgência de se criar um fórum de forma abrangente ou restrita para o tratamento desta matéria importante cuja sistematização é essencial para os académicos, mas sobretudo para os parceiros internos e externos que passarão a ter noção das directrizes do governo, tal como os Estados estratégicos do ponto de vista das parcerias, as áreas prioritárias, os mecanismo para implementação, monitorização e avaliação das acções e os fins que se pretende alcançar com cada um dos parceiros e consequentemente com as estratégias pré-estabelecidas. Tudo isso indicando as regiões seleccionadas.

As estratégias da geopolítica e/ou geoestratégia de um Estado, na ausência de documentos oficiais, pode ser analisada através dos discursos oficiais, acções dos governos, para o caso de Angola do executivo e todo o tipo de sinal em termos estratégicos que possam clarificar as opções dos Estados a nível da política externa. Esta é a estratégia que temos usado nos últimos cinco anos para acompanhar a evolução da política externas angolana e respectivas estratégias. Desde a independência da R. Angola que o país tem participado activamente nas dinâmicas regionais, continentais e mundiais, portanto sempre foi uma referência na geopolítica internacional porque fez parte da geoestratégia das potências tanto regionais como mundiais.

No início da independência Angola foi palco da geoestratégia da chamada guerra-fria. A independência foi proclamada no dia 11 de Novembro de 1975, mas antes da independência a importância geopolítica de Angola já era reconhecida pelos actores do xadrez político da altura. A potência colonizadora, Portugal, fixou os seus objectivos na diversidade de recursos que o território possui e utilizou todo o tipo de estratégia para manter o controlo político apesar da ditadura na metrópole enfrentar uma crise interna que anunciava as reformas necessárias e consequentemente as independências das chamadas colónias. A África do Sul, sob o jugo do apartheid, muito cedo compreendeu que a autodeterminação de Angola poria em causa a ocupação da Namíbia, a aliança que mantinha com o regime de Ian Smith na Rodésia, actual Zimbabué, e da própria sobrevivência do regime do apartheid na África do sul como veio a se concretizar no inicio da década de 90 com a libertação de Nelson Mandela. Dai as intervenções que se verificaram mesmo antes da independência de Angola, em que o apartheid tanto se associou ao regime colonizador português como com os grupos independentistas nacionais que mostrassem alguma abertura, foram por exemplo os vários contactos e acções conjuntas com a UNITA da guerrilha.

Alguns meses depois da proclamação da independência estavam em solo Angolano as forças sul-africanas do regime do apartheid, as forças cubanas enquanto aliadas do novo governo formado pelo MPLA e as principais potencias que se oponham na guerra fria aproveitaram a oportunidade para intervir através de apoios diplomáticos, fornecimento de material bélico, instrução militar e, em muitos casos, ajuda financeira, tal como de efectivos com valências especiais. Estás foram as estratégias da então URSS e dos Estados Unidos da América.

Depois da independência, a geoestratégia angolana pode ser constatada nos discursos oficiais, nesse aspecto a análise dos discursos do Presidente Agostinho Neto é essencial. A base dos mesmos pode ser resumida em algumas frases que se transformaram em verdadeiros hinos a nível nacional e no continente. “Angola é e será trincheira forme da revolução em África”; “No Zimbabwe, na África do Sul e na Namíbia está a continuidade da nossa luta”. Estes princípios foram implementados até a década de 90, altura em que a conjuntura na região e nas relações internacionais de forma geral mudaram. Dai começou a nova era para que Angola, “de factum”, a transformação do país no pivot da paz e da estabilidade em todo o continente e no mundo.

Desde a década de 80 que a politica externa Angolana está marcada pela figura do Presidente José Eduardo dos Santos que, por coincidência, foi o primeiro ministro das exteriores da Angola independente, durante o seu exercício no cargo de Ministro das Relações Exteriores, Angola foi reconhecida, em 1976, pela OUA e pela ONU em Fevereiro e Dezembro respectivamente, assim o país passou a fazer parte, de júri, no seio da comunidade internacional. Depois de assumir o cargo de Presidente da República que o próprio declarou “ não é uma substituição fácil, nem tão pouco me parece uma substituição possível. É apenas uma substituição necessária”. Acto contínuo, José Eduardo dos Santos procurou inserir Angola no contexto internacional como se pode constatar no seguinte discurso: “foram levadas a cabo iniciativas diplomáticas para normalizar as relações da República Popular de Angola com o Senegal e com a República da China, para reforçar o prestígio e o conhecimento correcto da realidade nacional na Europa Ocidental e para diversificar e ampliar as relações económicas com todos os países de interesse com base na reciprocidade de vantagens” (1985). Estas palavras são tão abrangentes e actuais que deveriam servir de “linha de força” para a actuação do executivo no tange às relações exteriores.

Mas relativamente a Geopolítica e geoestratégia nacional, a Agenda Nacional de Consenso é o primeiro documento público que traz ao conhecimento de todos as regiões e os objectivos da política externa angolana tal como os princípios em que devem assentar as acções conducentes fins definidos. Relativamente a geopolítica/geoestratégia dispõem “ Angola pretende se afirmar como um parceiro económico privilegiado, permitindo a sua inserção na economia mundial. A participação activa nas questões relacionadas com a integração regional na África Austral a nível da SADC, na África Central (CEAAC), na região do Golfo da Guiné e a continuidade das relações no seio da CPLP”. Mas Angola está inserida nas dinâmicas da região dos Grandes Lagos, na Organização do Atlântico Sul, faz parte do Grupo de Países Não Alinhados, participa activamente organização PALOP, integra a União Africana e as Nações Unidas, estas Organizações e Comissões englobam todo o espaço geográfico planetário.

Os princípios norteadores estão estritamente ligados ao direito internacional tal como está disposto nos artigos 12º e 13º da Constituição da República. Quanto as estratégias, a Agenda Nacional de Consenso propõe o apoio aos grupos empresariais nacionais que operam para alem das fronteiras, o desenvolvimento de estratégias que vissem a afirmação do país no mercado mundial, o estabelecimento de parcerias com as organizações e blocos económicos regionais, o aproveitamento das sinergias provenientes das comunidades angolanas residentes no estrangeiro e de outras comunidades do mundo.


Angola deverá aumentar a sua participação no mercado mundial de energia, diversificar e conquistar novos nichos de mercado no comércio mundial, participando no seio das Organizações e Instituições que intervêm no Comercio Internacional. Para tal irá promover, incentivar e apoiar instituições nacionais vocacionadas para a realização de estudos e análises sobre questões de interesse nacional e internacional que permitam ao Estado o conhecimento antecipado e adequado de assuntos relevantes para o crescimento e desenvolvimento do país. A geopolítica e geoestratégia estão bem definidas agora há necessidade de implementação.

http://berlarminovandunem.blogspot.com/2010/09/geopolitica-e-geoestrategia-angolana.html

São Tomé abre portas a empresas angolanas


O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e o chefe do Executivo de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, aproximaram ontem posições sobre a necessidade de os dois países reforçarem a cooperação institucional bilateral, durante um encontro privado no palácio da Cidade Alta.
No encontro, José Eduardo dos Santos e Patrice Trovoada trocaram impressões sobre a necessidade de uma parceria estratégica de solidariedade mútua, o aumento da cooperação e outros assuntos relacionados com a conjuntura africana e internacional.
Ao desembarcar no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, a meio da manhã de ontem, o Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe manifestou a vontade do seu Governo cooperar com Angola nos domínios da agricultura, petróleos, transportes, comércio, formação de quadros e infra-estruturas e assistência técnica nos vários domínios.
"Angola foi, é e sempre será um parceiro estratégico para São Tomé e Príncipe", disse Patrice Trovoada. O chefe do Governo são-tomense, que deixou Luanda ontem mesmo, justificou a sua visita de trabalho com a necessidade de, dentro da parceria com o nosso país, identificar melhor as áreas de maior proveito para os dois países. Disse, igualmente, que a visita a Angola serviu para reafirmar a vontade do seu Governo, formado recentemente na sequência de uma coligação parlamentar, em manter parcerias com países da sub-região africana e informar sobre a evolução da situação política naquele país.
Em relação à cooperação no sector dos petróleos, Patrice Trovoada garantiu que o seu país está aberto ao concurso de empresas angolanas, além da Sonangol. Por isso, alargou os prazos do concurso para exploração de petróleo na sua zona económica exclusiva.
Na sua deslocação a Angola, o Primeiro-Ministro esteve acompanhado, entre outros membros, dos ministros dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades, Manuel Salvador dos Ramos, e do ministro da Defesa e Segurança Pública, Carlos Toque.

Delegação vai a São Tomé

Uma delegação angolana desloca-se, em breve, a São Tomé e Príncipe para, em conjunto com as autoridades locais, definir programas e projectos de cooperação prioritários para a sua rápida implementação, anunciou, ontem, em Luanda, o Primeiro-Ministro santomense.
A decisão foi anunciada por Patrice Trovoada, no final da visita oficial que fez a Angola, a convite do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
Um comunicado, lido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, refere que a visita se inseriu no "reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação mutuamente vantajosa entre os dois países, forjadas pelos tradicionais e históricos laços de irmandade".
Patrice Trovoada teve um encontro restrito com o Presidente José Eduardo dos Santos, durante o qual foi expressa a satisfação pelo evado nível dos laços históricos, de amizade e fraternidade que unem os dois países.
Na reunião foi salientada a necessidade de se consolidar a independência de ambas as nações e de se promover a liberdade, a dignidade e o progresso dos respectivos povos. José Eduardo dos Santos e o visitante reconheceram também a necessidade de encorajar o intercâmbio entre os sectores de interesse comum a ambos os países.
Além disso, decidiram lançar as bases sólidas para uma cooperação mais dinâmica entre os dois Governos, através da materialização de acções concretas, sustentadas pelos entendimentos existentes entre os Estados.

http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/sao_tome_abre_portas_a_empresas_angolanas

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Órgãos de imprensa estatais passam a ter novo estatuto

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, exarou ontem um conjunto de diplomas que visam incrementar os programas de desenvolvimento dos sectores energético, industrial e da comunicação social.

De acordo com uma nota dos Órgãos Auxiliares do Presidente da República, foram assinados os decretos presidenciais que conferem o estatuto de empresas públicas à Rádio Nacional de Angola, à Televisão Pública de Angola, às Edições Novembro e à Agência de Notícias Angola Press (ANGOP).

Doravante, estas empresas passam a ser geridas por conselhos de administração integrados por nove administradores executivos e não executivos. Os mandatos são de três anos renováveis uma ou mais vezes, nos termos da lei.

Subestação do Dango

O Presidente da República aprovou também, por despacho, o projecto e a respectiva minuta de contrato de construção da Subestação do Dango e da sua Rede Regional de Alta Tensão, na Província do Huambo.

Ainda para esta província foi exarado o decreto presidencial que autoriza o Ministério da Energia e Águas a celebrar um contrato com a empresa de telecomunicações e electricidade Telectrinf.

O contrato visa a construção da linha de transporte de energia eléctrica entre o Gove e Belém do Huambo, devendo o GAMEK realizar os serviços de fiscalização dessa empreitada.

Reabilitação de barragens

Foram igualmente aprovadas a contratação de financiamentos referentes à execução dos projectos de reabilitação da Barragem da Matala, na província da Huíla, e do Aproveitamento Hidroeléctrico de Cambambe, no Kuanza Norte.

Um outro despacho presidencial autoriza a Empresa Nacional de Electricidade (ENE-EP) a celebrar um contrato com a empresa Isolux Corsán, para o fornecimento e instalação de duas turbinas a gás de 35 megawatts na região de Fútila, na província de Cabinda.

Tendo em conta a necessidade de se transportar a energia da Subestação de Viana para as redes de distribuição, foi exarado um despacho presidencial que aprova o projecto e a minuta de contrato de empreitada para a construção do sistema de transporte de energia Viana-FILDA e do conjunto de infra-estruturas que o integra.

Pólo Industrial do Lucala

No âmbito do sector industrial, o Presidente da República exarou despachos que aprovam o contrato entre o Ministério de Geologia e Minas e da Indústria e a empresa indiana Angelique International Limited, para a construção da infra-estrutura do Pólo de Desenvolvimento Industrial do Lucala, na província do Kuanza Norte, bem como de uma fábrica de descaroçamento e outra de fiação de algodão em Angola.

Requalificação do Cazenga

No domínio da estratégia de renovação urbana da cidade de Luanda, foi assinado um despacho presidencial que visa implementar o projecto de Requalificação do Município do Cazenga, através da aprovação de contratos para os serviços de consultoria, elaboração de projectos e fiscalização das obras referentes à Fase I, celebrados entre o Ministério do Urbanismo e Construção e a empresa Dar-Al-Handasah Consultants.

Propostas orçamentais

Finalmente, o Presidente da República assinou um decreto em que determina que, durante o mês corrente, as unidades orçamentais devem proceder à elaboração das respectivas propostas orçamentais na plataforma informática do Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE).

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=28775

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Angola sem advogados para a demanda

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=28765

Angola sem advogados para a demanda Jornal de Angola

Angola não tem advogados suficientes para corresponder às necessidades, face às novas exigências que a Constituição estabelece para a garantia do direito ao acesso à justiça, afirmou ontem em Luanda o antigo bastonário da Ordem dos Advogados e decano da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, Raul Araújo.

Segundo dados disponibilizados pela Ordem dos Advogados de Angola, existem apenas 1.116 advogados, para um universo de 15 milhões de habitantes, o que dá uma média de um advogado para 9.500 habitantes.

Ao dissertar sobre o tema "Análise sobre a eficiência do actual modelo de estágios de advocacia", o jurista disse que a Constituição estabelece como um dos princípios fundamentais o direito ao acesso à justiça, que "é tão importante como qualquer outro direito fundamental".

"Somos muito poucos", disse Raul Araújo, indicando que quem garante o acesso e assistência jurídica e judiciária ao cidadão é a Ordem dos Advogados, a única associação profissional com dignidade constitucional. "Temos que trabalhar muito para chegarmos ao que a Constituição espera de nós", afirmou.

Além de serem poucos, referiu que há uma distribuição desequilibrada. A maioria dos advogados está concentrada na cidade de Luanda, havendo províncias sem nenhum profissional sequer. A Constituição consagra a advocacia como instituição essencial à administração da justiça.

Modelo de estágio

Raul Araújo propôs a adopção de um novo modelo de estágio para os advogados, a iniciar no 4º ano da licenciatura. Ao dissertar sobre o tema "Análise sobre a eficiência do actual modelo de estágios de advocacia", Raul Araújo indicou que a partir do 4º ano da licenciatura o estudante está em condições de começar a ter contacto com os processos e fazer defesas oficiosas.

"A experiência mostra que quando se acaba a licenciatura os recém-licenciados não conhecem a prática forense", disse durante a palestra que antecedeu a outorga de cédulas profissionais a 43 advogados e 118 advogados estagiários.

Raul Araújo pediu aos advogados estagiários para se dedicarem à profissão em tempo integral, a fim de poderem estar em condições de fazer face à concorrência. "Não é possível fazer o estágio sem disponibilidade de tempo efectiva", sublinhou.

O antigo bastonário destacou igualmente a necessidade de especialização, que é exigida cada vez mais pelo mercado, tanto aos advogados como aos estagiários. O actual bastonário da OAA, Inglês Pinto, apelou os patronos a fazerem um acompanhamento mais rigoroso dos estagiários, alertando para os riscos do exercício da actividade em tempo parcial, um dos quais tem a ver com os prazos processuais.

A Ordem dos Advogados de Angola foi criada a 20 de Setembro de 1996. Para assinalar os 14 anos de existência, estão a ser promovidas palestras, visitas a estabelecimentos prisionais e um jantar-conferência com o tema "Seguro de responsabilidade civil e previdência nas profissões liberais", marcado para sexta-feira. Na quinta-feira realiza-se a 1.ª Assembleia provincial de advogados de Luanda.

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=28765

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

USD 10 milhões para festas da independência

http://www.opais.co.ao/pt/opais/?id=1657&det=15836&ss=USD%2010%20milh%F5es%20para%20festas%20da%20independ%EAncia

USD 10 milhões para festas da independência

O Executivo angolano procedeu hoje, quarta-feira, em Luanda, à apresentação do programa das comemorações do 35º aniversário da Independência Nacional e exorta a participação activa nas actividades alusivas à data.

O programa foi apresentado em conferência de imprensa pelo ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, ladeado pelo vice-ministro da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”.

De acordo com Bornito de Sousa, “o 35º aniversário da independência nacional reveste-se de um significado particular porque representa um marco que delimita o início de uma nova era para os angolanos, nomeadamente, a publicação da Constituição da República de Angola e o início da III República”.

Para a comemoração condigna da data o Presidente da República criou, em despacho, uma comissão da qual fazem parte os ministérios da Administração do Território, das Finanças, da Defesa Nacional, das Relações Exteriores, do Interior, da Comunicação Social, da Cultura, Hotelaria e Turismo, dos Transportes, das Juventude e Desportos, da Educação, do Urbanismo e Construção, bem como pelos governadores provinciais e o secretário da Presidência da República para os assuntos políticos e constitucionais.

A comissão tem entre outras atribuições, preparar, organizar e coordenar a nível interno e externo, as operações necessárias à realização das comemorações.

Refere que sob o lema “independência, paz e desenvolvimento” o programa do 35º aniversário da independência nacional, prevê acções de natureza política-legal, económico-social, cultural e desportiva, a serem realizadas no país e no exterior, de 17 de Setembro a 31 de Dezembro do corrente ano, avaliadas em cerca de dez milhões de dólares.

Enumera entre as acções a inauguração da bandeira monumento e a realização de actos públicos de reconhecimento com a outorga de condecorações às entidades nacionais e estrangeiras, de conferências nacionais e internacionais sobre temas como a Constituição.

Estão ainda previstos o lançamento de livros de diários da República, a inauguração das pontes sobre o rio Kwanza nas regiões de Cabala (Bengo) e Cangandala (Malanje).

O ministro disse estar igualmente prevista a inauguração da primeira fase do Campus Universitário, do Palácio de Justiça e do troço ferroviário Luanda/Malanje.

No domínio cultural, sublinha, estão agendadas a realização das galas do “herói nacional” e do “Prémio Nacional de Cultura e Arte”, o quarto encontro internacional sobre a história de Angola e sobre línguas nacionais, o lançamento da síntese da história de Angola, bem como feiras temáticas.

Bornito de Sousa disse estar também prevista no quadro das comemorações dos 35 anos da independência o relançamento do portal do governo (mecanismo de comunicação entre o executivo e os cidadãos) e a organização de cultos ecuménicos e festivais de música religiosa.

No estrangeiro, acrescenta, deverão ser realizadas várias actividades envolvendo as comunidades angolanas, com o patrocínio dos ministérios das Relações Exteriores, da Cultura e da Comunicação Social.

O acto central das comemorações terá lugar em Luanda, nos dias 10 e 11 de Novembro, numa manifestação popular que incluirá, desfile militar, quadros humanos e espectáculos musicais e gimno-desportivos.

O ministro da Administração do Território disse esperar, com o envolvimento das administrações municipais e dos governos provinciais, que cada angolano no seu município, comuna, bairro, povoação, rua ou quarteirão, participe com iniciativas que exaltem a importância patriótica da independência nacional.

Solicita-se às comunidades para que realizem acções de embelezamento das cidades, bairros e vilas, bem como actividades desportivas, culturais e cívicas, tais como campeonatos intermunicipais de futebol e maratonas populares.

Pede-se também o apoio do empresariado às actividades locais.

Assistiram à cerimónia a governadora de Luanda, Francisca do Espírito Santo, e representantes de vários departamentos ministeriais do Executivo angolano.

http://www.opais.co.ao/pt/opais/?id=1657&det=15836&ss=USD%2010%20milh%F5es%20para%20festas%20da%20independ%EAncia

domingo, 19 de setembro de 2010

Chineses formam quadrilha

Chineses formam quadrilha O País

Entre os marginais apresentados pelo Comando Provincial estavam dois cidadãos de nacionalidade chinesa, nomeadamente Tcho Omão e Li Cham El, de 32 e 37 anos, respectivamente, que foram detidos em posse de duas armas de fogo do tipo AKM, usadas na prática de diversos crimes.

Em companhia dos dois chineses, as autoridades policiais prenderam ainda o cidadão angolano Adriano Caluve Fernando que também integrava a quadrilha.

O acusado contou que o convite para pertencer à “Quadrilha dos Chineses” foi-lhe formulado por um amigo de nacionalidade angolana que trabalhava como motorista de uma empresa de construção civil, cujos estaleiros estão localizados em Viana.
Os dois asiáticos optaram por fazer sinais como se não dominassem a língua portuguesa para não prestarem nenhuma informação à imprensa.

Para ultrapassar esta dificuldade, os jornalistas não tiveram outra solução senão falar com Adriano Caluve.

“Foram eles dois quem propuseram ao motorista que fizéssemos e eu fiquei com a missão de encontrar lugar para guardar o camião cisterna que havíamos de roubar”, explicou, acrescentando que “foi um dos chineses, que também trabalha como motorista, quem fez ligação directa e levou o veículo até ao nosso esconderijo e quem foi buscar depois de um mês para vende-lo”.
Apesar de não saber por quanto é que a viatura foi comercializada, Adriano Fernando disse que a “Quadrilha dos Chineses” era constituída por cinco indivíduos e que ele recebeu apenas mil dólares do dinheiro da venda do carro. Os motoristas angolanos que estão envolvidos no furto fugiram para a Huila.

Para além do grupo dos chineses, o Comando Provincial de Luanda procedeu também à apresentação de um jovem que roubou dois camiões da empresa em que trabalhava e escondeu-os numa quinta. “Estou arrependido porque não me valeu de nada cometer este crime, uma vez que as autoridades policiais prenderam-me dois dias depois”, concluiu, pesaroso.


http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=28742

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Comissão do Golfo aprova orçamento

Comissão do Golfo aprova orçamento

O Conselho de Ministros da Comissão do Golfo da Guiné aprovou ontem, em Luanda, o orçamento para 2010, estimado em cerca de quatro milhões de dólares. O pagamento do referido montante será assumido pelos oito Estados membros, em partes iguais, com vista à execução do plano de acção.
O encontro dos ministros foi antecedido de uma reunião de peritos nos passados dias 13 e 14, que preparou os pontos da agenda que foram levados ao encontro de ontem, concretamente a proposta de revisão dos subsídios e do critério de repartição das contribuições financeiras dos Estados membros, a execução do plano de acção e do orçamento de 2009 e 2010.
Verificou-se, ainda na reunião de peritos, que o Plano de Acção e do orçamento de 2009 não atingiram os seus objectivos, devido à recepção tardia das contribuições de alguns Estados membros.
Na abertura do encontro, o titular de Geologia e Minas e Indústria, Joaquim David, defendeu um maior empenho dos Estados membros para o fortalecimento da organização. Joaquim David, que no encontro representou o ministro das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, disse que os aspectos abordados na reunião do Conselho de Ministros da Comissão do Golfo da Guiné vão permitir o relançamento das bases da organização, para tornar “mais activos” os Estados membros.
O secretário executivo da Comissão do Golfo da Guiné, Miguel Trovoada, afirmou, por seu turno, que até à data apenas pouco mais de 67 por cento das previsões orçamentais, em termos de receitas, foram realizadas. O facto, acrescentou, comprometeu em grande escala a execução do plano de acção da organização em 2009.
Miguel Trovoada sugere aos Estados membros que seja reexaminado o sistema de contribuições pelos Estados, para que a organização consiga alguma estabilidade. Defendeu que as contribuições financeiras de cada Estado membro sejam de acordo com os respectivos recursos, sem excluir outros eventuais elementos de ponderação.

http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/comissao_do_golfo_aprova_orcamento

Sustentabilidade fiscal


Há necessidade da sustentabilidade fiscal

O vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Ricardo d’Abreu, defendeu, na passada segunda-feira, a necessidade de se estabelecer um quadro de sustentabilidade fiscal de médio e longo prazos, que proporcione condições para que a execução das despesas correntes e de capital não estejam reféns da volatilidade dos preços do petróleo.
Para isso, Ricardo d’Abreu, que participava num encontro organizado pelo Banco Millennium Angola, apontou a diversificação das receitas fiscais como algo fundamental, numa altura em que está em curso o programa de reforma das finanças públicas e tributárias, projectos que considera de importância vital. A diversificação das fontes de financiamento, quer interna, quer externa, é outra das vias apontadas pelo responsável.
“Pretendemos um desenvolvimento sustentado e este deve ter fundamentos que passem pela estabilidade macroeconómica e pela materialização da diversificação da economia, não só do ponto de vista da produção interna, mas também fiscal”, notou.
“Aprendemos com a crise e tudo isto nos conduzirá a uma maior sustentabilidade fiscal de médio e longo prazo”, disse o responsável, acrescentando que, fruto do que se verificou nos anos anteriores, o Governo acabou por exercer uma política monetária restritiva, que visou “secar” a liquidez excessiva na economia.Segundo Ricardo d’Abreu, o BNA, através das normas e medidas introduzidas recentemente, procurou clarificar as regras de actuação no mercado cambial, no sentido de propiciar mais transparência e fazer com que as operações reflectissem aquilo que é a procura e a oferta dos produtos cambiais.
Resultado disso, até ao momento o BNA já vendeu 7,7 mil milhões de dólares, um pouco acima daquilo que tinha sido vendido no mesmo período em 2009, prevendo um crescimento dos níveis de venda até final de 2010, embora no primeiro trimestre e princípio do segundo se tenha verificado algum stress. Este levou a uma ligeira depreciação da taxa de câmbio, realçou, assegurando que a mesma se encontra relativamente estável. Ricardo d’Abreu explicou que, de Maio à Outubro de 2009, altura em que o BNA resolveu limitar a venda de divisas, o cenário era de clara procura, justificada pela necessidade de fazer face a obrigações com o exterior.
A partir de Outubro de 2009, quando se iniciou o processo de normalização do mercado cambial, havia uma diferença entre a taxa de câmbio oficial e a taxa de câmbio informal da ordem dos 29 por cento. De Outubro a Dezembro de 2009, segundo adiantou, registou-se uma depreciação cambial na ordem dos 15 por cento, o que acabou por garantir uma “fusão” dos dois mercados, passando o diferencial da taxa do mercado formal e informal para um nível de 5,3 por cento, em Março.
Fruto de uma ligeira apreciação cambial do mercado formal, registou no período em análise um crescimento de sete por cento. Ricardo d’Abreu lembrou que, em 2009, as vendas de divisas atingiram os 10,6 mil milhões de dólares, quase 1,4 mil milhões acima do verificado 2008, ano que qualificou de extraordinário, mercê das receitas cambiais conseguidas.
No domínio fiscal, o vice-governador do Banco Central afirmou que o ano de 2010 se iniciou com algum conforto, pois, no que toca as receitas públicas, se notou uma ligeira recuperação, o que reflecte bem o equilíbrio das contas públicas, apesar de os agregados monetários e os meios de pagamentos, pela primeira vez na história, terem sofrido contracções sistemáticas. “Tudo isso se reflectiu no baixo nível de execução, do ponto de vista fiscal e do impacto da retracção por parte das empresas, principalmente as do sector de construção”, disse.

Mercado monetário

O BNA, a nível do mercado monetário, tem sido o único agente de venda e emissão de títulos, uma medida que decorre das lições de 2009 e faz parte daquilo que vai ser a estratégia da política fiscal e monetária, que tem a ver com a existência de uma carteira sustentada por títulos públicos.
A nível da situação externa, o país conseguiu estabelecer um saldo da balança de pagamentos positivo, tendo registado um aumento das reservas internacionais, apesar de a balança de transacções correntes ter apresentado um ligeiro défice. Ainda assim, perspectiva-se que o saldo global da balança de pagamentos volte para um cenário de equilíbrio, tendo as reservas de Agosto ficado situadas nos 15,8 mil milhões de dólares.
Disse, igualmente, haver um crescimento do crédito à economia, embora se olhe com alguma preocupação para a redução da qualidade deste crédito, pelo aumento das provisões do sistema como um todo, que cresceram exponencialmente ao longo destes dois trimestres. “Isso não deixa de ser uma preocupação para o banco central”, frisou, tendo em conta que as taxas de juro nas diferentes maturidades registaram também uma redução.

Crédito

O crédito tem crescido nos últimos meses, notou, assinalando ainda que tal significa retoma da actividade creditícia dos bancos em cerca de 20 por cento.
As perspectivas, neste sentido, apresentam-se animadoras, por apontarem para o incremento da capacidade creditícia do sistema bancário, numa altura em que cerca de 80 por cento deste é dedicado à economia.

http://jornaldeangola.sapo.ao/15/69/ha_necessidade_da_sustentabilidade_fiscal

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Grã-Bretanha quer avançar para área económica e social

Grã-Bretanha quer avançar para área económica e social

Parlamentares da Grã-Bretanha anunciaram ontem, em Luanda, a intenção do seu país em privilegiar as áreas económica e social na cooperação com Angola, sem excluir a procura de novos sectores.
O chefe da delegação, Bruce Grocott, reconheceu que a economia angolana está a crescer rapidamente e afirmou que empresários da Grã-Bretanha estão interessados em investir em vários sectores, com destaque para a Educação e Transportes, principalmente nos Caminhos-de-ferro.
Falando no final de um encontro com o secretário de Estado para a Coordenação Económica, Job Graça, o parlamentar britânico afirmou que o objectivo é contribuir para a diversificação da economia angolana, “com a implementação de outros sectores. Com este quadro, vamos, também, retomar as relações económicas, para encontrar outros sectores aos quais possamos dar o nosso contributo para o desenvolvimento da cooperação entre os dois países”, disse Bruce Grocott.
O Secretário de Estado para a Coordenação Económica adiantou, no final do encontro, que os parlamentares britânicos se manifestaram interessados em conhecer os programas do Executivo para a diversificação da economia.
Job Graça referiu que o modelo de desenvolvimento adoptado pelo Executivo “persegue a estabilidade macroeconómica, para que o investimento privado tenha lugar e seja implementado o programa de investimento público”.
Acrescentou que o Executivo pretende continuar a reabilitar e a desenvolver as estruturas económicas e sociais básicas para reduzir os custos de transacção e tornar os investimentos mais eficientes e rentáveis.

Oportunidades

Ainda ontem, os deputados britânicos estiveram na Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP) onde receberam explicações sobre as oportunidades de investimento em Angola.
O coordenador da comissão de reestruturação da ANIP, Aguinaldo Jaime, disse que, durante a troca de impressões, “ficou claro para os parlamentares britânicos que Angola é um país politicamente estável, com uma relativa estabilidade económica e um quadro de investimento atractivo e promissor”.
Aguinaldo Jaime sublinhou que Angola foi recentemente referenciado pelas Nações Unidas como um dos poucos países africanos que, em 2009, foi capaz de atrair investimento privado superior a três mil milhões de dólares, apesar da conjuntura mundial pouco favorável.
“Esta informação serve para sublinhar os esforços que estão a ser feitos em Angola no sentido de se criar um quadro propício para a atracção do investimento, favorecer o crescimento e reduzir a pobreza”, disse Aguinaldo Jaime.
O coordenador da ANIP reconheceu que a taxa de desemprego no país ainda é elevada e acrescentou que, quanto mais investimento o país atrair, mais emprego os cidadãos vão ter e mais rendimentos as famílias terão para a sua subsistência. Esta estratégia, acrescentou, vai reduzir a pobreza e estimular o consumo para outras áreas da economia.
Aguinaldo Jaime disse, também, que os parlamentares britânicos manifestaram interesse em incentivar empresas do seu país a estabelecerem-se em Angola e criarem marcas angolanas, com tecnologia britânica.

http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/gra-bretanha_quer_avancar_para_area_economica_e_social

Prazo de entrega vai terminar hoje


Prazo de entrega vai terminar hoje

Ontem, penúltimo dia para o cadastro de terrenos pelos titulares de direito de superfície, as instalações do Projecto Via de Luanda, no bairro da Chicala, registaram a maior enchente desde o início do processo, a 5 de Agosto último.
Pouco antes das 9 horas da manhã, perto de 2.500 pessoas encontravam-se em fila de espera, na ânsia de transporem o portão de acesso ao local onde podiam ainda actualizar os processos de registo de propriedade, contrato-promessa de concessão e outros títulos emitidos por órgãos de Estado, em áreas específicas dos municípios do Kilamba Kiaxi, Viana e Cacuaco. Para facilitar o atendimento à chegada, os munícipes são confrontados com duas listas: uma destinada a idosos e outra para as restantes pessoas, já que grávidas e deficientes físicos têm prioridade no atendimento.
Na lista destinada à generalidade das pessoas, a reportagem do Jornal de Angola contabilizou 1.542 pessoas. Delgado Sousa, de 36 anos, constava entre este número. Funcionário público, disse que faltou ao serviço para actualizar o terreno do qual é proprietário na via Viana-Zango, que adquiriu à custa de muito sacrifício, tendo manifestado o seu receio de ficar de fora do processo, sob pena de perdê-lo. “Sei que o processo encerra amanhã (hoje). Se não conseguir tratar da documentação hoje (ontem) serei obrigado a passar aqui a noite”, disse Delgado de Sousa.
Débora Carvalho, que também pretendia actualizar o seu processo, considerou o prazo definido pela governadora da província de Luanda demasiado curto. Justificou o seu atraso com os custos elevados dos croquis de localização e a declaração da comissão do bairro que, segundo ela, atrasaram a entrega da documentação exigida.
Satisfeita com a medida, mas triste com o atendimento e respectivo prazo, está Ivone Salomão, de 32 anos, que pediu às autoridades de Luanda para alargarem o prazo por mais um mês. A jovem tem esperança que tal aconteça, pois investiu muito dinheiro num terreno na zona da Sapú.

Ritmo acelerado

De acordo com um funcionário afecto ao Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda (IPGUL), nos últimos três dias de atendimento foram actualizados mais de 1.500 processos por dia. Garantiu que estão criadas as condições para actualizar os processos, mas lamentou o atraso na entrega da documentação, a indisciplina e o desrespeito de alguns, situação que tem criado transtornos a todos. “Na segunda-feira, fomos confrontados com a invasão dos portões em duas ocasiões, mas com a ajuda da Polícia conseguimos repor a ordem”, disse.
O funcionário do IPGUL anunciou que devido à enchente tiveram de alargar o horário de encerramento diário, das 14 para as 20 horas”.
A actualização do cadastro dos terrenos que se situam no perímetro compreendido entre a estrada Nacional Luanda-Sumbe e a via Viana-Zango, envolvente à Nova Cidade do Kilamba Kiaxi e a Sul da Nova Circular Cabolombo-Viana-Cacuaco bem como no perímetro entre as Vias Camama-Sapú e Viana-Zango a uma distância de mil metros a Norte da Circular Cabolombo-Viana-Cacuaco e envolvente ao Estádio 11 de Novembro, teve como período inicial de 5 a 20 de Agosto. Este período foi alargado até 15 de Setembro.


http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/prazo_de_entrega_vai_terminar_hoje

Preço do barril sobe em Londres

Preço do barril sobe em Londres

O preço do barril do petróleo Brent no mercado de futuros de Londres fechou ontem em alta de 0,16 por cento, cotado a 79,16 dólares, diante da expectativa de um aumento da procura de petróleo na Europa e na China.
O barril de petróleo do Mar do Norte para entrega em Outubro oscilou entre os preços de 78,47 dólares e 79,90 dólares por barril.
A Comissão Europeia aumentou ontem as suas previsões de crescimento de 2010 para 1,7 por cento na zona do euro e 1,8 por cento na União Europeia (face às estimativas anteriores de 0,9 por cento e 1 por cento, respectivamente), um dado que indica que a economia do da comunidade está em vias de recuperação.
Além disso, o aumento de 13,9 por cento em Agosto na produção industrial da China, maior do que se esperava, continou a alimentar as esperanças de uma recuperação da demanda do óleo.


http://jornaldeangola.sapo.ao/15/0/preco_do_barril_sobe_em_londres

Malásia constrói metro na província de Luanda


Malásia constrói metro na província de Luanda

Uma empresa da Malásia prevê construir, em Luanda, um sistema de comboio eléctrico ou metro que, numa primeira fase, deve funcionar entre Cacuaco e Benfica, disse, na segunda-feira, em Xangai, à Angop, o embaixador Tony da Costa Fernandes.
O embaixador de Angola na Índia, Malásia e Tailândia, referiu que se trata de um “mono-carril” ferroviário. O protocolo entre as autoridades da Malásia e o Ministério angolano dos Transportes vai ser assinado durante uma visita oficial que o titular da pasta, Augusto da Silva Tomás, vai fazer àquele país.
“Estamos, neste momento, a preparar o convite do Governo da Malásia para o ministro dos Transportes visitar o país para assinar o memorando de entendimento sobre a construção daquilo que vai ser uma grande valia para o Estado angolano, no que toca ao transporte de pessoal por comboio eléctrico e rápido de Cacuaco a Benfica”, acentuou Tony Fernandes.
O diplomata referiu que as estações por onde vai passar o metro devem ser indicadas pelas autoridades locais, tendo em conta os pólos laborais e outros de referência na capital do país.
O chefe da representação diplomática, com residência fixa em Nova Deli, disse que a maior presença da Malásia em Angola é no sector da construção, onde participa no programa do Executivo de edificação de um milhão de fogos habitacionais.

http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/malasia_constroi_metro_na_provincia_de_luanda

O impacto do Investimento Chinês em Angola Angola recebeu da China cerca de 7,4 bilhões de dólares em linha de crédito

O impacto do Investimento Chinês em Angola

A pesquisa que foi coordenada pelo especialista Sueco John Alberg , diz que, como prova suficiente dos Programas de Ajustamento Estrutural (SAP) na África mostraram que os novos empréstimos são obrigados a pagar de volta os velhos como as taxas de juro continuamente ultrapassado o crescimento económico. Portanto grandes dívidas têm efeitos negativos para economia de desenvolvimento, os encargos dos débitos são os impostos fiscais, que fazem empréstimos resultar em redução da despesa pública.

Além disso, "ajuda para o financiamento de projecto" pode criar uma dependência mais do que outros tipos de auxílio, como o apoio orçamental.

De acordo com a fonte, a China está a tentar fazer de Angola a produção barata e fonte dos recursos naturais para satisfação da demanda chinesa e, em seguida, usar a esse mesmo país como um mercado dos seus produtos manufacturados.

O documento a que Voz da América teve acesso, sublinha ainda , não haver interesse da parte do gigante asiático em "incentivar a diversificação, a industrialização de valor acrescentado, ou redistribuição de rendas económicas.

Caracteriza a estratégia de exportação chinesa como um dos factores importantes para a desindustrialização de alguns países africanos de renda media, como por exemplo, a Nigéria e Angola.

Angola recebeu da China cerca de 7,4 bilhões de dólares norte americanos em linha de credito . Estes fundos são canalizados para o processo de reconstrução nacional assistido pelas empresas chinesas.

John Alberg afirma que, a falta de fiscalização dos projectos num contexto institucional disfuncional e de corrupção leva as incertezas quanto à qualidade do processo.

Angola está actualmente como maior fornecedor de petróleo, superando tanto a Arábia Saudita e o Irão, e as exportações atingiram cerca 688 000 barris por dia.

O estudo exploratório foi realizado nas províncias de Benguela e Luanda, teve o financiamento do governo sueco. Pretende analisar o impacto do financiamento chinês sob o desenvolvimento em Angola.

A propósito, a Voz da América tentou sem sucessos ouvir o Gabinete de Reconstrução Nacional.

Proibição a véu islâmico passa no Senado francês e vai à Justiça


Proibição a véu islâmico passa no Senado francês e vai à Justiça

Por Tom Heneghan

PARIS (Reuters) - A proibição do uso público de véus que cobrem totalmente o rosto superou nesta terça-feira seu último obstáculo legislativo na França, ao ser aprovada no Senado.

A medida, que já havia passado na Assembleia Nacional (deputados), ainda será submetida ao Conselho Constitucional. Se o protejo for aprovado na Justiça, a França se tornará o primeiro país europeu a proibir esses trajes islâmicos, conhecidos como burca (que cobre todo o corpo, deixando uma tela na frente dos olhos) ou niqab (que deixa os olhos descobertos).

As transgressoras serão multadas em 150 euros (189 dólares), ou serão obrigadas a participar de aulas de cidadania. Obrigar alguém a usar o véu acarretará pena de um ano de prisão e multa de 30 mil euros. A lei não vale para máscaras de Carnaval ou eventos artísticos.

"O véu de rosto inteiro dissolve a identidade de uma pessoa na da comunidade", disse a ministra da Justiça, Michele Alliot-Marie, antes da votação, cujo resultado foi 246 a 1. "Ele desafia o modelo francês da integração com base na aceitação dos valores da nossa sociedade."

Críticos dizem que a medida estigmatiza os muçulmanos. Em protesto, a maioria dos senadores de oposição se absteve da votação.

Alliot-Marie disse que a proibição não tem nada a ver com a religião, pois reafirma os valores franceses de igualdade e dignidade e impede que as mulheres se tornem apenas membros sem rosto de uma comunidade étnica.

A França tem 5 milhões de muçulmanos, maior contingente da Europa Ocidental, mas acredita-se que menos de 2.000 mulheres cubram totalmente o rosto com véus. Muitos líderes muçulmanos dizem ser contra o véu, mas também contra a proibição.

O texto proíbe as pessoas de "vestirem, em lugar público, trajes destinados a cobrir o rosto." A lei entraria em vigor num prazo de seis meses, após um período de consciencialização.
O Conselho de Estado, principal órgão consultivo jurídico da França, questionou se a proibição é compatível com a Constituição e com a Convenção Europeia Sobre Direitos Humanos. O Conselho da Europa também disse que os véus negam um direito básico à mulher.

A França já havia proibido o uso de lenços islâmicos sobre a cabeça em escolas e no serviço público, mas universitárias podem usá-los.

Na Itália, Espanha, Alemanha e Grã-Bretanha, pesquisas indicam amplo apoio popular à proibição dos trajes islâmicos mais conservadores.

A Câmara dos Deputados da Bélgica aprovou em Abril a proibição de todos os trajes que cubram o rosto total ou parcialmente, mas o protejo acabou sendo arquivado antes da votação final.

Na Espanha, algumas cidades, como Barcelona, já proíbem em prédios públicos o uso de véus cobrindo o rosto todo, e uma proibição nacional está sendo discutida. Na Itália, o governo também tem um protejo nesse sentido.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE68D0OX20100914?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

China Mobile e Vodafone se unem para desenvolver tecnologia 4G

China Mobile e Vodafone se unem para desenvolver tecnologia 4G

TIANJIN, China (Reuters) - A China Mobile continuará a trabalhar em parceria com a Vodafone Group no desenvolvimento de um padrão de telecomunicações móveis em 4G, afirmou seu presidente do conselho nesta segunda-feira, mesmo após a venda da participação de 6,5 bilhões de dólares da companhia britânica na operadora chinesa.

A venda da fatia de 3,2 por cento da Vodafone na maior operadora de telefonia móvel do mundo também afastou incertezas que rondavam o preço das ações da companhia, disse o executivo da China Mobile, Wang Jianzhou, a jornalistas nos bastidores do Fórum Econômico Mundial.

"Nós trabalhamos juntos com a Vodafone durante dez anos, e isso irá continuar", disse Wang. "Áreas em que pretendemos trabalhar juntos incluem o desenvolvimento de novos mercados, tecnologia e desenvolvimento sustentável".

A venda das ações da China Mobile faz parte da nova estratégia da Vodafone para despojar-se de investimentos minoritários não-estratégicos, que segundo analistas vêm pesando sobre o valor da Vodafone nos últimos anos.

(Reportagem de Kelvin Soh)
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE68D0M620100914

terça-feira, 14 de setembro de 2010

BNA vende sete biliões de dólares de Janeiro a Setembro de 2010 Angop

BNA vende sete biliões de dólares de Janeiro a Setembro de 2010 Angop

O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu, entre os meses de Janeiro e Setembro desse ano, pelo menos sete mil milhões de dólares, um pouco acima dos resultados cambiais relativos ao mesmo período de 2009, mercê do fim da crise económica e financeira internacional e de algumas políticas criadas pelo Governo.

A informação foi avançada pelo vice-governador da instituição, Ricardo de Abreu, acrescentando que em função da dinâmica da actividade económica que se regista no país e dos resultados obtidos até ao momento, prevê-se superar os níveis de venda do ano transacto, fixados em USD 10,6 mil milhões.

Referindo-se à actividade cambial e outras do BNA, durante a realização da 2ª edição da cerimónia “Almoço Millennium”, promovido hoje, em Luanda, pelo Banco Millennium Angola, Ricardo de Abreu salientou que, ao contrário do anunciado repetidas vezes, o Banco Central vendeu em 2009 mais de 1,4 mil milhões de dólares a mais em relação a 2008.

“Ao contrário do que muitas das vezes me referi, o BNA vendeu em 2009 mais de 1,4 mil milhões de dólares a mais em relação a 2008. Portanto, o Banco Central em 2009 vendeu um total de 10,6 mil milhões de dólares no mercado”, disse, considerando, contudo, 2008 como um ano extraordinário em termos de receitas cambiais.

Segundo disse, do ponto de vista comercial o ano foi de algum conforto, justificado em grande medida pela aprovação da constituição e um conjunto de estratégias adoptadas pelas autoridades angolanas para melhor regular a actividade económica e actuação dos bancos a nível do país.

Decorrido numa unidade hoteleira da capital, o “Almoço Millennium 2010” contou com a presença de funcionários, colaboradores e clientes do Banco Millennium Angola, economistas, empresários, jornalistas entre outras individualidades.

Africanos solicitam a Obama libertação de presos cubanos

Africanos solicitam a Obama libertação de presos cubanos Panapress

O III Encontro Africano de Solidariedade com Cuba, que reuniu durante dois dias em Luanda participantes desta ilha caribenha e de 17 países de África, apelou ao Presidente americano, Barack Obama, para intervir com vista à libertação de cinco cubanos condenados à prisão perpétua nos Estados Unidos por alegada espionagem.

Gerardo Hernandez Nordelo, René González Sehwerert, António Guerrero Rodríguez, Ramón Labanino Salazar e Fernando González Llort estão detidos nos Estados Unidos desde 12 de Setembro de 1998.

Numa carta enviada ao Presidente americano, os participantes indicaram que a "eleição e as políticas defendidas pela Administração do Presidente Barack Obama criaram imensas expetativas e grandes esperanças para a construção de um mundo melhor, livre da miséria e da ignorância, das doenças, do subdesenvolvimento e o fim do unilateralismo".

No entanto, eles reconhecem na carta as difíceis responsabilidades que o Presidente americano tem para dar soluções aos problemas como a crise económica mundial, os conflitos armados, o aquecimento global e as armas nucleares.

Os participantes no fórum que decorreu sábado e domingo em Luanda expressaram a sua gratidão ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, pelo seu firme apoio ao povo de Cuba, bem como ao povo e às autoridades angolanas.

Numa moção aprovada domingo no termo da reunião, os delegados exprimiram admiração pelo povo angolano pela sua coragem e pela sua determinação na consolidação da paz e da reconstrução nacional, visando a edificação de um país próspero.

O encontro foi organizado pela Liga Angolana de Amizade e de Solidariedade com os Povos (LAASP) e pela Associação de Amizade Angola-Cuba.

Ele reuniu representantes de Angola, de Cuba, do Congo, do Quénia, de Moçambique, das ilhas Seicheles, da República Democrática do Congo, da Namíbia, da África do Sul, de São Tomé e Príncipe, da Guiné-Bissau, da Zâmbia, do Zimbabwe, do Gana, do Uganda, da Tanzânia, da Etiópia e da República Árabe Sarauí Democrática.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Um milhão de angolanos alfabetizados em dois anos

Um milhão de angolanos alfabetizados em dois anos

Um milhão de angolanos foram alfabetizados entre 2008 e 2009, revelou na sexta-feira, em Luanda, o ministro da Educação, Pinda Simão, no encerramento da Semana Internacional da Alfabetização e Aprendizagem de Adultos.
Pinda Simão, que falava na sede da Associação Beneficiente Cristã (ABC), adstrita à Igreja Universal, disse que a taxa de alfabetização está em 67,88 por cento, que foi apurada no Inquérito Integrado sobre o Bem-Estar da População no período 2008/2009.
O ministro acrescentou que, com esse número, foram ultrapassadas as metas em termos de crescimento da taxa de alfabetização, e encorajou os alfabetizadores a empenharem-se nessa acção.

Taxa ainda é alta

O governante considerou “ainda alto” o estado do analfabetismo em Angola, pois uma parte da população economicamente activa é analfabeta e isso compromete os desafios da reconstrução nacional.
Por essa razão, afirmou, “o Governo de Angola desde muito cedo assumiu a alfabetização de adolescentes, jovens e adultos como um imperativo nacional e prioridade no domínio da Educação”.
De acordo o ministro da Educação, os dados indicam que nas zonas urbanas as taxas das diferentes camadas da população ultrapassaram 80 por cento a cifra preconizada, e nas zonas suburbanas as taxas continuam abaixo de 50 por cento.
Pinda Simão garantiu que o objectivo do Ministério “não se vai cingir unicamente no alcance de números satisfatórios, mas sobretudo na qualidade do processo que é o de estender o ensino primário, com a conclusão da sexta classe, a todas zonas do país, para responder ao anseios das populações e concretizar o desiderato da Constituição e da Lei de Base do Sistema Educativo em Angola”.
Pinda Simão afirmou que o Executivo pretende alcançar este desiderato “através do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, articulado com os diferentes parceiros sociais que desenvolvem o processo de alfabetização”, entre os quais as igrejas, os ministérios da Defesa e do Interior e as Organizações Não Governamentais nacionais e internacionais. A cooperação internacional no domínio da alfabetização conta com contribuições financeiras da UNICEF, UNESCO e Cooperação Espanhola.
Pinda Simão apelou à sociedade civil, organismos nacionais e internacionais, organizações religiosas, sector privado, pessoas singulares, e outras sensibilidades para se unirem ao esforço do Executivo no combate ao analfabetismo “para que todos juntos possamos alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e da Educação para Todos”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/18/0/um_milhao_de_angolanos_alfabetizados_em_dois_anos

Acordo garante apoio aos militares da Guiné

Acordo garante apoio aos militares da Guiné

Um protocolo para implementação de um programa de cooperação técnico-militar e de segurança entre Angola e a Guiné-Bissau foi rubricado na sexta-feira, em Luanda, no Ministério da Defesa Nacional (MINDEN).
O documento foi assinado pelos ministros da Defesa de Angola e da Guiné-Bissau, respectivamente, Cândido Van-Dúnem e Aristides Ocante da Silva. “Estamos a dar passos concretos e sólidos para a implementação de um instrumento que não vai ficar nas gavetas”, garantiu à imprensa o ministro angolano da Defesa, no final da cerimónia de assinatura do documento.
Cândido Van-Dúnem disse que com a assinatura do protocolo foram dados os primeiros passos para a concretização de um projecto que visa apoiar o povo irmão da Guiné-Bissau, que precisa de sair de uma fase crítica, rumo à normalidade institucional. Para a estabilização da situação na Guiné-Bissau, o ministro garante que Angola vai, no quadro do acordo no domínio da defesa existente entre os dois países, apoiar o processo de desmobilização e reintegração dos militares guineenses.
A modernização e reestruturação das Forças Armadas da Guiné-Bissau, acrescentou, também vai merecer o apoio de Angola, sobretudo para permitir que as Forças Armadas guineenses possam subordinar-se ao poder político instituído.
O ministro guineense da Defesa, Aristides da Silva, enalteceu o contributo do Executivo angolano e do Presidente José Eduardo dos Santos no processo de estabilização política da Guiné-Bissau.
“Angola, mesmo sem esperar por organizações como a CPLP, CEDEAO, União Africana e outros parceiros internacionais, decidiu apoiar o processo de implementação de reformas no sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau”, afirmou o ministro.
Aristides da Silva disse que no documento assinado na sexta-feira pelos dois países estão especificados programas e projectos concretos para reforço da cooperação militar, sobretudo virados para o processo de reestruturação e modernização das Forças Armadas da Guiné-Bissau.
Acrescentou que a assinatura do referido instrumento surge na sequência da implementação do acordo de cooperação no domínio da defesa, assinado entre os dois Estados no passado dia 15 de Abril.
Por outro lado, com a assinatura do protocolo, a Guiné-Bissau pode contar com o apoio de Angola nos domínios da formação de formadores, equipamentos de defesa, logística, e infra-estruturas para a melhoria das condições sociais dos militares aquartelados, acrescentou o ministro guineense.
Considerou ainda o referido apoio imprescindível na medida em que permitirá a criação de condições para que as Forças Armadas da Guiné-Bissau sejam “verdadeiramente republicanas” e possam cumprir com a missão constitucional de defesa da soberania e integridade territorial do país.
Sobre o eventual envio de uma missão de estabilização ao seu país, disse que o assunto é actualmente objecto de debate a nível da Presidência da República, e de todas as forças vivas da Guiné-Bissau, para que se possam “definir claramente” os contornos que a questão encerra, acrescentando ser “mais importante agilizar mecanismos que possam fazer com que processo de reestruturação se inicie e possa atingir os objectivos preconizados no quadro da reforma do sector da defesa e segurança”.
Aristides da Silva não precisou a data para a libertação de prisioneiros, sobretudo do antigo Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, Zamora Induta. Afirmou apenas que existem apelos internacionais e vontade política do Governo guineense.
Anunciou, por último, a realização na próxima semana de uma Cimeira dos Chefes de Estado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (CEDEAO), em Abudja, Nigéria, que vai pronunciar-se sobre a situação política na Guiné-Bissau e debater a reforma do sector da defesa e segurança, no único país membro da CPLP banhado pelo Índico.

http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/acordo_garante_apoio_aos_militares_da_guine

Dos Santos apela à concessão de apoios à Guiné-Bissau Angop

http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=28677

O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, instou hoje, em Luanda, para a necessidade de se empreender esforços para que sejam concedidos todos os apoios de natureza política, diplomática, financeira e material à Guiné-Bissau, para ajudar a ultrapassar as sucessivas crises que a têm abalado.

José Eduardo dos Santos discursava por ocasião do início de conversações com o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes, que visita Angola desde quinta-feira.

“A nossa atenção incidirá sobre as Forças Armadas Guineenses, porque é necessário que elas se constituam de facto num dos principais garantes da estabilidade, da segurança e da integridade do país”, acrescentou.

Para o efeito deve ser materializado o seu Plano de Reformas, que conta, em termos gerais, com a anuência da comunidade internacional.

"Correspondendo ao apelo das autoridades políticas e militares do vosso país, o Executivo angolano está disponível e preparado para estabelecer um Acordo de Assistência técnica e Militar entre os nossos dois países, que contribua para implementar um sistema de licenciamento e de reforma dos militares, a reabilitação e apetrechamento dos centros de instrução militar, o recrutamento e a formação de efectivos para as Forças Armadas e a Policia, assim como a dotação em meios técnicos e materiais”, asseverou.

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Líder da UNITA indignado com suspensão pelo parlamento de ação de fiscalização do Governo

O líder da UNITA, Isaías Samakuva, mostrou na quinta feira a sua indignação com um despacho exarado pelo presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, que "suspende temporariamente" a realização de qualquer ação fiscalizadora das actividades do executivo.

O despacho argumenta que essa decisão se deve à "urgente necessidade de conformar a ação fiscalizadora do poder legislativo, relativamente à actividade do poder executivo, aos novos dispositivos legais".

A decisão teve ainda em consideração o facto de estar em curso a elaboração de um instrumento legal, que estabelecerá o quadro normativo para o exercício, de modo eficaz e eficiente, da ação fiscalizadora da Assembleia Nacional.

sábado, 11 de setembro de 2010

A estratégia de Obama para África

As raízes quenianas de Barack Obama, e parte da sua base de apoio, fizeram acreditar que a política externa americana privilegiaria as relações com África. Nos últimos anos, com a criação do AFRICOM, um dos comandos da estrutura militar do Pentágono, parecia que a maior atenção americana em relação ao continente negro seria na área da defesa, mas que Obama ousaria ir mais além. Um dos pontos sensíveis de qualquer estratégia americana na área é, obviamente, Angola.
Durante muitos anos Luanda afigurou-se como um regime inimigo, controlado por Moscovo. Com a queda do comunismo Angola tornou-se progressivamente num parceiro dos EUA. Numa fase e noutra, nunca as companhias americanas deixaram de explorar o petróleo local.

Depois da Guerra Fria, ser embaixador em Luanda requereu sempre da diplomacia americana um especial cuidado, com a designação de funcionários de carreira em vez de nomeados por decisão política. Esta semana no Sociedade das Nações, Dan Mozena, embaixador americano em Angola, analisa a relação entre os dois países e os objectivos da política externa da Administração Obama em África.


http://sic.sapo.pt

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Festival de Veneza começa com aposta na juventude

Festival de Veneza começa com aposta na juventude

VENEZA (Reuters) - O Festival de Veneza começa na quarta-feira com "Cisne Negro", em que Natalie Portman interpreta uma bailarina de Nova York que vê sua posição ameaçada por uma bela recém-chegada.

O thriller, dirigido por Darren Aronofsky, abre oficialmente a celebração do cinema no Lido, a ilha veneziana onde astros, fãs e jornalistas se esbarram durante 11 dias.

O diretor do festival, Marco Mueller, privilegiou cineastas jovens nos 23 filmes em competição, e também espera que a presença de nomes independentes de Hollywood compense a escassez de celebridades de primeiro escalão neste ano.

O presidente do júri, Quentin Tarantino, disse que sua rotina até a entrega do cobiçado Leão de Ouro, no dia 11, será mais de trabalho do que de diversão.

"Há muitos filmes realmente excitantes, diretores excitantes. É uma seleção fantástica", disse ele à Reuters ao chegar a Veneza.

"Já estive em alguns júris e adoro. É uma alegria para mim. Mas é trabalho. Não estamos aqui de férias."

Veneza é o mais antigo e um dos mais prestigiosos festivais de cinema do mundo, mas enfrenta a concorrência do Festival de Toronto, parcialmente concomitante, e que é considerado mais barato e mais mercadológico do que o evento italiano.

Muitos filmes com estreia mundial em Veneza passam dias depois em Toronto, e outros vão direto para o festival. Mueller disse, no entanto, que os eventos podem coexistir.

"Estou bastante convencido de que Veneza ainda é forte", disse ele à Reuters, acrescentando que "a visibilidade, o impacto de um filme é criado aqui, e o potencial de mercado do filme é então completamente avaliado só em Toronto." Continuação...
Nesta edição, Veneza enfrenta o desafio adicional de uma grande obra de ampliação e da interdição do hotel Des Bains, imortalizado no clássico "Morte em Veneza" (1971).

A idade média dos cineastas na competição deste ano é excepcionalmente baixa, de 47 anos. Isso inclui Aronofsky, de 41 anos, ganhador do Leão de Ouro em 2008 com "O Lutador", e Sofia Coppola, de 39, que leva seu drama cômico "Somewhere."

Na outra ponta da pirâmide etária estão Monte Hellman, de 78 anos, que compete com "Road to Nowhere", um drama de baixo orçamento, e o polonês Jerzy Skolimowski, de 72, que leva seu thriller "Essential Killing."

Casey Affleck apresenta o documentário "I'm Still Here", sobre a decisão tomada em 2008 por seu cunhado Joaquin Phoenix de deixar a carreira de ator e se reinventar como músico de hip-hop.

Depois de aparecer desgrenhado e com fala hesitante num programa de entrevistas no ano passado, muitos se perguntaram se a nova carreira de Phoenix não é um golpe publicitário, e alguns críticos já debatem se "I'm Sill Here" não seria um "mockumentary" (falso documentário).

(Reportagem de Mike Collett-White, Mike Davidson e Bob Mezan)

Linux beneficia governos.

Linux beneficia governos não só pelos custos, diz criador

SÃO PAULO (Reuters) - A preferência de governos por plataformas baseadas no Linux é uma decisão que vai além da redução de custos do Estado, apesar da migração gerar problemas de adaptação e compatibilidade, afirmou o criador do sistema operacional de código aberto, Linus Torvalds, em evento nesta terça-feira.

O governo brasileiro adota há alguns anos o uso de sistemas de informática em código aberto, mas há dois anos admitiu que vinha tendo problemas com a adoção do software livre na esfera federal como no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e mesmo em empresas de tecnologia do governo, como Dataprev e Serpro.

Segundo a Linux Foundation, hoje cerca de 70 por cento dos aplicativos críticos do governo brasileiro já são de plataforma livre.

"Usar Linux não é somente redução de custos, é questão de controle e autonomia do sistema que você usa. Com os governos, há a questão de segurança de usar um sistema que 'ninguém pode tirar de você', você não fica à mercê de uma empresa internacional", defendeu Torvalds durante entrevista coletiva.

O diretor-executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin, admitiu que nenhuma transição de Windows, da Microsoft, para Linux é indolor. Mas defendeu que se for bem feita, os benefícios são perenes.

"Os custos da transição são altos, não apenas em dinheiro, porque você precisa reaprender uma série de coisas, mas eu nunca vi uma mudança para Linux elevar custos", disse Zemlin.

A Linux Foundation estima que existam pelo menos 3 milhões de computadores com Linux no Brasil, considerando apenas uma das versões adotadas. O governo federal continua priorizando o software livre em licitações, abrindo sempre primeiro as ofertas para programas de código aberto, passando para software prioritário somente quando não há opção.

(Reportagem de Rodolfo Barbosa)
http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRSPE67U0E120100831

Obama diz que é hora de virar a página no Iraque

Obama diz que é hora de virar a página no Iraque
Por Steve Holland e Serena Chaudhry

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou na terça-feira o fim da missão de combate de sete anos no Iraque e disse aos cidadãos cansados da guerra que sua responsabilidade central agora é restaurar a economia norte-americana.

"É a hora de virar a página", disse Obama em discurso no Salão Oval da Casa Branca, falando da mesma mesa que o ex-presidente George W. Bush usou para declarar o início do confronto em 2003.

Obama, que herdou a guerra de Bush e enfrenta outra no Afeganistão, disse ter cumprido uma promessa da campanha de 2008 para encerrar as operações de combate dos Estados Unidos no Iraque e que "o povo iraquiano tem agora a responsabilidade pela segurança de seu país."

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, disse aos cidadãos que seu país "hoje é soberano e independente", mas muitos estão apreensivos com o poderio militar reduzido dos Estados Unidos, especialmente em meio à violência contínua e ao impasse na tentativa de formar um novo governo seis meses depois de uma eleição inconclusiva.

Quase 1 trilhão de dólares foi gasto e mais de 4.400 soldados norte-americanos e ao menos 100 mil civis iraquianos foram mortos desde a invasão de 2003. Uma pesquisa recente da CBS News mostrou que 72 por cento acreditam que a guerra não valeu a pena, levando em conta o número de mortos de norte-americanos.

O impasse no Iraque aumentou as tensões, com políticos brigando pelo poder e insurgentes perpetrando ataques com o objetivo de minar a fé nas forças de segurança interna.

"Nesta noite, eu encorajo os líderes do Iraque a avançar com um senso de urgência para formar um governo inclusivo que seja justo, representativo e responsável para o povo iraquiano", disse Obama.

O presidente, que foi contra a guerra desde o início, afirmou que conversou por telefone com Bush no início do dia. Ele ensaiou um elogio a Bush, como os republicanos queriam, por aumentar as tropas em 2007, o que ajudou a reverter o cenário da guerra.

"É bem conhecido que eu e ele discordamos sobre a guerra desde o início. No entanto, ninguém pode duvidar do apoio do presidente Bush às nossas tropas, ou seu amor pelo país e compromisso com a nossa segurança", afirmou.

(Reportagem adicional de Ross Colvin, Patricia Zengerle, Alister Bull e Caren Bohan)




http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE68000420100901

Obama diz que é hora de virar a página no Iraque

Obama diz que é hora de virar a página no Iraque
Por Steve Holland e Serena Chaudhry

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou na terça-feira o fim da missão de combate de sete anos no Iraque e disse aos cidadãos cansados da guerra que sua responsabilidade central agora é restaurar a economia norte-americana.

"É a hora de virar a página", disse Obama em discurso no Salão Oval da Casa Branca, falando da mesma mesa que o ex-presidente George W. Bush usou para declarar o início do confronto em 2003.

Obama, que herdou a guerra de Bush e enfrenta outra no Afeganistão, disse ter cumprido uma promessa da campanha de 2008 para encerrar as operações de combate dos Estados Unidos no Iraque e que "o povo iraquiano tem agora a responsabilidade pela segurança de seu país."

O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, disse aos cidadãos que seu país "hoje é soberano e independente", mas muitos estão apreensivos com o poderio militar reduzido dos Estados Unidos, especialmente em meio à violência contínua e ao impasse na tentativa de formar um novo governo seis meses depois de uma eleição inconclusiva.

Quase 1 trilhão de dólares foi gasto e mais de 4.400 soldados norte-americanos e ao menos 100 mil civis iraquianos foram mortos desde a invasão de 2003. Uma pesquisa recente da CBS News mostrou que 72 por cento acreditam que a guerra não valeu a pena, levando em conta o número de mortos de norte-americanos.

O impasse no Iraque aumentou as tensões, com políticos brigando pelo poder e insurgentes perpetrando ataques com o objetivo de minar a fé nas forças de segurança interna.

"Nesta noite, eu encorajo os líderes do Iraque a avançar com um senso de urgência para formar um governo inclusivo que seja justo, representativo e responsável para o povo iraquiano", disse Obama.

O presidente, que foi contra a guerra desde o início, afirmou que conversou por telefone com Bush no início do dia. Ele ensaiou um elogio a Bush, como os republicanos queriam, por aumentar as tropas em 2007, o que ajudou a reverter o cenário da guerra.

"É bem conhecido que eu e ele discordamos sobre a guerra desde o início. No entanto, ninguém pode duvidar do apoio do presidente Bush às nossas tropas, ou seu amor pelo país e compromisso com a nossa segurança", afirmou.

(Reportagem adicional de Ross Colvin, Patricia Zengerle, Alister Bull e Caren Bohan)




http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE68000420100901

Analisada cooperação com Cabo-Verde

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e o Primeiro-Ministro de Cabo-Verde, José Maria das Neves, analisaram ontem, em Luanda, as perspectivas de cooperação bilateral e a situação política regional e internacional. José Eduardo dos Santos e José Maria das Neves mantiveram um encontro em privado na sala de audiências do Palácio da Cidade Alta.
O encontro, que decorreu após as honras militares, durou cerca de uma hora. José Eduardo dos Santos ofereceu, depois, um almoço ao Primeiro-Ministro cabo-verdiano e à delegação que o acompanhou, no salão nobre do Palácio da Cidade Alta, sem troca de discursos.
O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, disse ontem, em Luanda, que abordou com o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, questões de domínio económico, turismo, petróleos e a situação da Guiné-Bissau.
Antes de deixar o país, José Maria Neves afirmou, à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, que na vertente financeira o banco Bai já está instalado em Cabo Verde , assim como existem iniciativas na área dos combustíveis, através da parceria entre a Sonangol e a Empresa Nacional de Combustível de Cabo Verde (ENACOL).
Quanto às relações económicas empresariais, explicou que há várias empresas angolanas interessadas a investir em Cabo Verde , nos domínios de hotelaria, turismo e indústrias vocacionadas às exportações. “Há possibilidade de desenvolvermos acordos que permitam a parceria já existentes no domínio da agricultura e das pescas”, acrescentou, para lembrar que existem empresas mistas angolanas e cabo-verdianas do sector das pescas e agricultura que, brevemente, vão ser lançadas.
José Pereira Neves disse que existe igualmente interesse dos quadros cabo-verdianos em vir trabalhar em Angola, para contribuir no desenvolvimento do país.
O primeiro-ministro cabo-verdiano indicou que há interesse do seu país em cooperar na área da construção civil e prestação de serviços. “Angola vai iniciar agora o desenvolvimento do turismo e criar as condições para ser mais competitivo tendo em conta todas potencialidades, porque Cabo Verde já arrancou neste domínio onde podemos trocar experiências”, salientou o chefe do Executivo de Cabo-Verde.
A situação actual da Guiné-Bissau foi igualmente discutida na cidade alta entre o chefe de Estado angolano e o primeiro-ministro de Cabo verde. “Discutimos a questão da Guiné-Bissau, pois Angola enquanto presidente da CPLP está a contribuir para estabilização, paz e consolidação da democracia”, afirmou.
De acordo com José Maria Neves, existe uma grande vontade e determinação do Presidente angolano para a solução definitiva da Guiné-Bissau, para que seja um Estado Democrático e de Direito e tenha um crescimento global. “No quadro da parceria que a CPLP tem com a Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDAO) e com as Nações Unidas, Angola vai dar um grande contributo para a resolução dos problemas da Guine”, insistiu José Maria Neves.
No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o primeiro-ministro Cabo-Verdiano teve um encontro de 15 minutos com o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, no quadro da parceria entre com o PAICV. “São dois partidos que fizeram luta de libertação nacional e foi importante trocarmos impressões sobre o relacionamento entre os dois países e, sobretudo na experiência interessante de Angola na construção de novos paradigmas constitucionais que deve ser uma referência no objecto de estudo para os partidos progressista em África”, explicou.
O chefe do Executivo cabo-verdiano fez-se acompanhar nesta visita de 24 horas, pelo ministro do Ambiente, José Maria Veiga, e pelo secretário de Estado para a Economia, Humberto Brito.
http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/analisada_cooperacao_com_cabo-verde

Preço dos combustíveis sofre um reajustamento

Preço dos combustíveis sofre um reajustamento
O litro de gasolina passa a custar, a partir de hoje, 60 kwanzas, e o de gasóleo 40, anunciou ontem a Sonangol, em cumprimento do calendário pré estabelecido de ajuste dos preços de venda de derivados do petróleo.
Num comunicado distribuído ontem, a Sonangol esclarece que o ajustamento não abrange o petróleo iluminante, o gás de cozinha e outros derivados.
O Ministério da Coordenação Económica refere, num outro comunicado, distribuído também ontem, que o ajustamento dos preços da gasolina e do gasóleo decorre da deliberação da Assembleia Nacional, que no Orçamento Geral do Estado Revisto para o ano de 2010 aprovou a redução, em 20 por cento, numa base anual, dos subsídios ao consumo dos dois produtos.
O documento afirma que o peso dos subsídios aos combustíveis constitui presentemente uma despesa muito pesada para o Erário Público, representando uma média anual de cerca de 440 mil milhões de kwanzas, aproximadamente seis por cento do Produto Interno Bruto do país.
Com a redução dos subsídios a estes dois produtos, acrescenta, o Tesouro Nacional obterá poupanças que serão canalizadas para sectores de grande impacto social e que contribuem, de modo significativo, para uma distribuição mais justa e equilibrada do Rendimento Nacional.
Como resultado, sublinha, haverá um aumento dos investimentos nos sectores da Educação e Saúde, saneamento básico e outros que têm ligação directa com o aumento da qualidade de vida da população.
O Ministério da Coordenação Económica refere ainda que com esta medida e outras que estão a ser equacionadas a nível da política de rendimentos da população, o Executivo está consciente de que “este é o caminho certo para garantir maior justiça social e também o aumento do bem-estar e da qualidade de vida de toda a sociedade”.
Ao comentar a medida, o director nacional do Gabinete de Acompanhamento da Gestão Macroeconómica do Ministério da Coordenação Económica, Carlos Aires da Fonseca Panzo, afirmou que a medida vai ter algum impacto sobre a inflação, mas que acontece apenas nos primeiros momentos, esgotando-se ao longo do tempo.
O ajustamento, disse, vai ter um impacto sobre o envelope de despesas com subsídios do Governo, numa óptica anual. “De Setembro a Setembro de 2011, o impacto de redução no envelope de despesas com subsídio de cerca de 20 por cento. Se olharmos numa óptica de 2010 vamos verificar uma redução de oito por cento”, disse.
Comentando as vantagens da eliminação dos subsídios, disse que estes têm a característica de serem distribuídos por todos, sem ter em conta os rendimentos dos destinatários. Explicou que o objectivo do Governo é continuar a levar a cabo iniciativas de promoção do bem-estar da população através de investimentos sociais na Educação e na Saúde. “O que vai acontecer é o Governo passar a dispor de mais para continuar a fazer todas estas iniciativas que são dirigidas para aquelas camadas mais carenciadas”. Este ajustamento já se impunha desde 2005, com a aprovação do programa de reajustamento dos combustíveis, que foi congelado desde então e até agora.



http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/preco_dos_combustiveis_sofre_um_reajustamento